Os estudos sobre a evolução dos mamíferos avançaram muito com o desenvolvimento de modelos computacionais. Aaron Clauset [do Instituto Santa Fé] e Douglas Erwin [do Museu Nacional de História Natural] criaram um excelente modelo computacional para estimar como o tamanho do corpo em mamíferos variou nos últimos 50.000 anos. Resultados: A evolução favorece animais maiores, pois possuem ancestrais menores, porém, a extinção é gentil com formas menores. Isto foi baseado na teoria do paleontologista e anatomista Edward Cope e é conhecida como a Lei de Cope a qual alegava que em uma mesma linhagem evolutiva, as espécies tendem a ficar maiores.
Embora o estudo tenha limitado-se somente a mamíferos, os autores alegam que estas estimativas aplicam-se a outros grupos também.
E qual seria a explicação para estes padrões?
Animais maiores apresentam muitas vantagens:
- Possuem amplas reservas de gordura e água
- Preservam o calor interno com mais facilidade
- Podem enfrentar ou fugir de predadores mais facilmente
- Facilita o forrageamento
- Permite deslocar-se com mais facilidade por longas distâncias
Claro que isto dependende de um habitat que o suporte, e aí é que entram as vantagens de ser pequeno:
- Esconder-se de predadores
- Ser mais leve
- Deslocar-se mais rapidamente em seu habitat
- Mobiliza menos recursos
Segundo os autores, as tendencias da evolução e da extinção em favorecer animais grandes e pequenos, respectivamente, criam um equilíbrio que estabiliza o tamanho médio dos mamíferos ao longo das gerações. Entretanto, outros grupos, como aves, tendem a ser menores. Isto está relacionado com suas adaptações características como o vôo, o qual exige um corpo leve.
Referências
Edward Cope na Wikipedia
Evolução favorece espécies maiores [artigo original da Softpedia em Inglês]
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